Movimentos vão às ruas na abertura do Fórum Social Mundial de Porto Alegre

Por Eduardo Sá e Paulo Branco. Fotos: Byron Prujansky
Fazendo Média

Começou na tarde desta terça-feira (19/01), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o Fórum Social Mundial. Na abertura houve uma ampla marcha em torno do Largo Zumbi dos Palmares, no centro da capital, que reuniu em torno de cinco mil pessoas. Uma diversidade de temas destacaram-se: Não ao golpe a Dilma Rousseff, Fora Cunha, legalização da maconha, movimento pelo direito das mulheres, movimento contra o aumento das passagens, movimento dos sem-teto e o movimento indígena, que luta pela demarcação de terras. Com o tema Paz, Democracia e Direito dos Povos, haverá diversos debates, shows e outras atividades temáticas simultâneas, que visam catalisar e unificar os participantes a promoverem uma luta por um mundo melhor.

FMS-7Apesar do clima próspero, havia uma grande turbulência e discussão entre os participantes com relação ao golpe contra Dilma Rousseff. Segundo alguns envolvidos, depois de algumas derrotas por vias eleitorais e outras por meios golpistas de governos da América Latina, a preocupação com a democracia no Brasil parece destacar-se entre todos.

Raul Carrion, presidente da Fundação Grabois do Rio Grande do Sul e integrante do Comitê Local do Fórum Mundial Social, destacou a luta contra o imperialismo americano que vem de forma silenciosa acobertando e fortalecendo a direita por toda a América Latina.

FMS-26“O lema do fórum deixa claro para o que veio: paz frente a essas guerras causadas pela Otan e EUA. Democracia, que está sendo atingida em vários países. Direitos dos povos, civis e trabalhistas, e principalmente sobre a terra que está sendo destruída pelo capital. O grande sentimento unificador é a defesa da democracia, e fazer entender que a ditadura não vêm só pelas armas”, alertou.

FMS-10Outro que marcou presença no primeiro dia foi o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, lembrando que o evento comemora 15 anos de encontros e reencontros: “Uma reafirmação clara de compromissos claros. São mais de 60 países conosco. Lutamos há muito mais tempo, mas o Fórum de 2001 marca uma nova referência política. Teve a presença do nosso companheiro Hugo Chávez, e mudamos o mundo e o país. Construímos novos espaços democráticos com inclusão social. São esperanças e lutas que se renovam. Buscamos mais democracia e mais justiça, outro mundo é possível”, afirmou.

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